domingo, 7 de setembro de 2008

Sandes de leitão

Ontem desci as escadas e fui à rua comprar pão. Não há padaria mas há uma senhora bastante forte (e família) que todos os dias está junto à minha porta com dois alguidares grandes com pão. Uma das padarias locais. A técnica é simples, basta levantar os panos que tapam aquilo que queremos, afastar as moscas e afins e depois escolher. As hipóteses não são muitas, existe o pão grande e o pão um pouco mais pequeno. Mas são iguais, o mesmo tipo de massa. Estilo baguete de Bissau. Acabado de fazer é bom e mais tarde torrado também. Uma questão de hábito, como quase tudo. O pagamento também tem aquela coisa de raramente haver troco e quem compra ficar quase sempre a perder. Vou escrevendo enquanto a osga olha para mim.


Ontem curiosamente a padaria, que também funciona como habitação, estava com bastante agitação e eu lá entrei na porta que está por trás dos alguidares... Às vezes é mesmo preciso entrar porque não está ninguém para resolver o assunto do pagamento. Tive de aguardar um pouco, sem luz é sempre mais difícil contar os trocos, depois foi só esperar que os quatro ou cinco leitões saíssem do meio da sala e lá apareceram os meus 50 CFA. Não descrevo o interior da habitação por simpatia. A animação tinha justificação e fui buscar a máquina fotográfica. Era dia de cozinhar porco. Panelas ao lume, carne para cortar, enchidos para fazer. Ilustração mais em baixo.




2 comentários:

Nuno Caldeira da Silva disse...

Yummy. Nºao há nada como termos fomr para tudo saber a cholocate

Hélder Valério disse...

Caro amigo (desculpa tratar assim, mas uma pessoa que olha para a Guiné e as suas carências com tanto sentido de humor e bondade só pode ser tratado assim), continuo a visitar regularmente o Blogue e não deixo de me encantar com tudo o que é descrito e com o "colorido" que lhe é dado. Gosto bastante!
Hélder Sousa (ex-militar na Guiné)